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Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico

Cereal / Farináceo Enriquecido
Consumo Consciente / Alimento Básico NOVA 1: Alimento Minimamente Processado

A farinha de trigo refinada enriquecida é obtida pela moagem do endosperma do grão de trigo (Triticum aestivum). No Brasil, a fortificação com ferro e ácido fólico é obrigatória para combater anemias nutricionais e defeitos no tubo neural fetal, embora a versão refinada apresente redução no teor de fibras naturais.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Alto Índice Glicêmico: Por ter a maior parte das fibras removidas no refino, pode provocar picos rápidos de glicose e insulina no sangue.
  • Presença de Glúten: Totalmente contraindicada para indivíduos portadores de doença celíaca, alergia ao trigo ou sensibilidade ao glúten não celíaca.
  • Pobre em Micronutrientes Nativos: O processo de polimento e moagem elimina o gérmen e o farelo, reduzindo magnésio, zinco, vitamina E e fibras prebióticas naturais.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Impacto em Saúde Pública: A fortificação mandatória reduziu drasticamente a incidência de espinha bífida e anencefalia em recém-nascidos no Brasil.
  • Fonte Rápida de Energia: Rica em amido de rápida digestão, fornecendo glicose imediata para o metabolismo celular e muscular.
  • Excelente Propriedade Tecnológica: Sua rede de glúten confere textura elástica, volume e maciez indispensáveis para preparações culinárias e panificação.
Origem da Matéria-Prima

Vegetal / Fortificada

Obtida da moagem dos grãos de trigo, acrescida de compostos minerais de ferro biodisponível e vitamina B9 sintética (ácido fólico).

Função na Indústria

Estrutural e Tecnológica

Fornece glúten, garantindo viscoelasticidade, retenção de gases e aeração em pães, massas, bolos e produtos de panificação.

Impacto na Microbiota

Neutro a Moderado

Por ser refinada, possui menor quantidade de arabinoxilanos e fibras prebióticas do farelo, fermentando de forma mais rápida no cólon.

Marcador NOVA / Clean Label

Minimamente Processado

Classificada no Grupo 1 do Guia Alimentar; a fortificação obrigatória por norma de saúde pública não a descaracteriza como alimento básico.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

A OMS recomenda a fortificação de farinhas de trigo e milho com ferro, ácido fólico e outros micronutrientes como estratégia populacional custo-efetiva contra carências nutricionais e defeitos congênitos.

Metabolismo & Absorção no Organismo

O amido é hidrolisado em maltose e glicose pelas amilases salivar e pancreática. O ferro é absorvido no duodeno por transportadores DMT-1 e o ácido fólico é convertido em tetraidrofolato ativo pelas células entéricas.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Obrigatória no Brasil desde 2002, atualmente regulamentada pela RDC nº 604/2022 da ANVISA, que exige 4 a 9 mg de ferro e 140 a 220 µg de ácido fólico por 100 g de farinha.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Farinha de endosperma de Triticum aestivum enriquecida com sais de ferro e ácido pteroilmonoglutâmico
Fórmula Molecular
Complexo biológico de amilose, amilopectina, gliadina, glutenina, Fe e C19H19N7O6
Número CAS
130498-22-5 (Farinha de trigo)
Poder / Propriedade Chave
Não aplicável (perfil de sabor neutro/amido)
Solubilidade
Forma suspensão coloidal e rede viscoelástica (glúten)
Estabilidade Térmica
Estável; o amido gelatiniza entre 58°C e 64°C
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