Enzima lactase
A enzima lactase (beta-galactosidase) catalisa a quebra da lactose em açúcares simples absorvíveis no trato digestivo ou em laticínios industriais. Fundamental para portadores de hipolactasia, restaura o conforto digestivo sem exercer efeitos tóxicos, sendo subsequentemente digerida pelo organismo como qualquer outra proteína alimentar.
Pontos de Atenção & Riscos
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Aumento do Índice Glicêmico: A quebra prévia da lactose libera glicose livre no leite, promovendo uma absorção mais rápida de monossacarídeos.
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Sabor Mais Adocicado: Como glicose e galactose isoladas possuem maior poder edulcorante que a lactose intacta, o produto final fica perceptivelmente mais doce.
Pontos Positivos & Vantagens
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Alívio de Sintomas Digestivos: Impede dores abdominais, flatulência osmótica e diarreia associadas à má digestão de laticínios.
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Segurança e Biodegradação: Trata-se de uma enzima proteica inócua que é degradada fisiologicamente em aminoácidos pelo sistema gástrico.
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Acessibilidade Nutricional: Permite que pessoas com deficiência da enzima mantenham a ingestão de cálcio e proteínas de alta biodisponibilidade.
Biotecnológica / Natural
Obtida via fermentação controlada de microrganismos seguros e tradicionais, como Kluyveromyces lactis ou Aspergillus oryzae.
Hidrólise de Lactose
Atua como coadjuvante de tecnologia para decompor a lactose no leite antes do envase, gerando produtos rotulados como zero lactose.
Favorável
Previne a fermentação colônica acelerada e distensão gasosa provocada por resíduos não absorvidos de lactose em indivíduos intolerantes.
Amigável ao Rótulo Limpo
Considerada coadjuvante de processamento enzimático natural; não confere caráter de ultraprocessado a laticínios fluidos básicos.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
O comitê conjunto FAO/OMS de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA) avaliou preparações de lactase e concedeu a classificação de IDA Não Especificada, indicando margem de segurança toxicológica irrestrita no uso alimentício.
Cliva a ligação beta-glicosídica da lactose na borda em escova ou no meio aquoso do alimento. Ao ser ingerida, é desnaturada pelo ácido clorídrico gástrico e digerida pelas proteases endógenas (pepsina e tripsina), sendo absorvida como aminoácidos e peptídeos.
Aprovada e regulamentada pela ANVISA como coadjuvante de tecnologia enzimática para laticínios e ingrediente para suplementação (RDC 240/2018 e IN 28/2018). Possui status GRAS emitido pela FDA e parecer positivo de segurança da EFSA.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Beta-D-galactosídeo galactohidrolase (EC 3.2.1.23)
- Fórmula Molecular
- Estrutura proteica oligomérica (~110-135 kDa por subunidade)
- Número CAS
- 9031-11-2
- Poder / Propriedade Chave
- Não se aplica diretamente; induz aumento organoléptico de dulçor no produto final
- Solubilidade
- Altamente solúvel em água e matrizes lácteas
- Estabilidade Térmica
- Termossensível; inativação irreversível em temperaturas superiores a 55-60°C