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Farinha de trigo

Cereal / Farináceo
Alimento Base / Seguro NOVA 1: Alimento Minimamente Processado

A farinha de trigo é obtida pela moagem dos grãos de Triticum aestivum, sendo a base estrutural da panificação mundial. Fornece energia rápida através do amido e contém as proteínas gliadina e glutenina, responsáveis pela formação do glúten. No Brasil, sua fortificação com ferro e ácido fólico é obrigatória.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Presença de Glúten: Contém proteínas que desencadeiam reações autoimunes graves em indivíduos com doença celíaca.
  • Elevado Carga Glicêmica (Refinada): A versão branca perde o farelo e o germe, resultando em digestão rápida e picos de glicemia.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Fonte de Energia: Rica em carboidratos complexos que fornecem glicose essencial para a função cerebral e muscular.
  • Fortificação Compulsória: Enriquecida com ferro e ácido fólico, auxiliando na prevenção da anemia ferropriva e defeitos do tubo neural.
  • Versatilidade Culinária: Possui propriedades tecnológicas únicas para formação de massa elástica em panificação.
Origem da Matéria-Prima

Cereal Natural

Obtida a partir da moagem e peneiramento dos grãos limpos de trigo.

Função na Indústria

Base Estrutural

Confere elasticidade, viscosidade e estrutura a pães, massas e bolos.

Impacto na Microbiota

Neutro a Moderado

A versão refinada possui poucas fibras; a versão integral oferece amido resistente benéfico.

Marcador NOVA / Clean Label

Grupo 1 - Minimamente Processado

Ingrediente alimentar básico submetido apenas a processos mecânicos de moagem.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

A OMS e a OPAS recomendam a fortificação sistemática de farinhas de trigo com ferro e ácido fólico como intervenção de saúde pública altamente eficaz e segura para redução de deficiências de micronutrientes.

Metabolismo & Absorção no Organismo

O amido da farinha de trigo é quebrado pelas amilases pancreática e salivar em glicose, absorvida no intestino delgado. As proteínas do glúten passam por hidrólise parcial; em indivíduos saudáveis, são assimiladas sem problemas metabólicos.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Regulamentada no Brasil pela ANVISA (RDC nº 604/2022 para enriquecimento compulsório). Reconhecida como substância segura (GRAS) pela FDA e EFSA para a população geral sem restrições médicas ao glúten.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Farinha de Triticum aestivum L.
Fórmula Molecular
Mistura complexa (Amido ~70-75%, Proteínas ~10-14%, Água ~12-14%)
Número CAS
130498-22-5
Poder / Propriedade Chave
Não aplicável (sabor neutro amiláceo)
Solubilidade
Insolúvel em água fria; forma suspensão e géis viscosos sob aquecimento
Estabilidade Térmica
Estável; sofre gelatinização do amido entre 60°C e 75°C
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