Farinha de mostarda
A farinha de mostarda é obtida pela moagem de sementes puras de mostarda (Sinapis alba ou Brassica juncea). Destaca-se pela concentração de glucosinolatos, que originam isotiocianatos de ação antioxidante e antimicrobiana. É um ingrediente culinário funcional e seguro, amplamente utilizado como tempero e emulsionante natural de molhos.
Alerta de Rotulagem Alergênica
Alérgeno ObrigatórioA mostarda e seus derivados figuram na lista de principais alérgenos alimentares da RDC 727/2022 da ANVISA, devendo ser evitada por indivíduos alérgicos a sementes de Brassicaceae.
Pontos de Atenção & Riscos
-
Potencial Alergênico: A mostarda é um alérgeno alimentar comum de declaração obrigatória pela ANVISA e agências internacionais.
-
Desconforto Gástrico em Sensíveis: O consumo concentrado pode provocar queimação ou irritação gástrica em pessoas propensas a gastrite ou refluxo.
Pontos Positivos & Vantagens
-
Compostos Bioativos Protetores: Fonte de isotiocianatos e compostos fenólicos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias documentadas.
-
Emulsificação Natural: Permite criar molhos e temperos caseiros homogêneos sem a necessidade de espessantes ou estabilizantes químicos.
-
Realce de Sabor com Baixo Sódio: Sua pungência natural ajuda a reduzir a necessidade de adição excessiva de sal em preparações culinárias.
Origem Botânica / 100% Natural
Produzida exclusivamente a partir da trituração mecânica de grãos selecionados da família Brassicaceae.
Aromatizante e Emulsionante
Confere sabor picante marcante e estabiliza emulsões culinárias graças às suas mucilagens e proteínas.
Ação Eubiótica e Antimicrobiana
Seus compostos bioativos auxiliam no controle de patógenos gastrointestinais sem desequilibrar bactérias comensais.
Ingrediente Limpo (Clean Label)
Alimento minimamente processado, livre de aditivos artificiais e plenamente alinhado a formulações naturais.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
A OMS incentiva o uso de ervas e especiarias naturais como substitutos parciais do sal de cozinha para o controle da hipertensão arterial.
Quando hidratada, a enzima mirosinase cliva os glucosinolatos em isotiocianato de alila (AITC), que é absorvido no trato intestinal superior e excretado por conjugação com glutationa na urina.
Aprovada e amplamente reconhecida como ingrediente seguro (status GRAS pelo FDA e aprovada pela ANVISA/EFSA), com exigência estrita de rotulagem como alérgeno.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Farinha obtida de sementes moídas de Brassica juncea, Brassica nigra ou Sinapis alba
- Fórmula Molecular
- Mistura complexa de glucosinolatos (sinigrina/sinalbina), proteínas, lipídios e polissacarídeos
- Número CAS
- N/A (Matriz alimentar vegetal)
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (perfil pungente, sulfuroso e picante)
- Solubilidade
- Parcialmente solúvel; forma suspensão coloidal espessante em água
- Estabilidade Térmica
- A enzima mirosinase desnatura acima de 60 °C, reduzindo a pungência volátil após cozimento prolongado