Concentrado proteico de soro de leite em pó
O concentrado proteico de soro de leite (WPC) é obtido pela ultrafiltração do soro lácteo, concentrando proteínas de alto valor biológico como a beta-lactoglobulina e alfa-lactalbumina. Rico em aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs), promove a síntese proteica muscular e apresenta excelente biodisponibilidade, sendo seguro para indivíduos sem alergias lácteas.
Pontos de Atenção & Riscos
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Presença Residual de Lactose: Por reter entre 4% e 8% de lactose, pode deflagrar desconforto gastrointestinal, gases e diarreia em pessoas com hipolactasia moderada a grave.
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Alérgeno para Portadores de APLV: Expressa proteínas alergênicas bovinas intactas (notadamente a beta-lactoglobulina), sendo estritamente contraindicado na alergia à proteína do leite.
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Uso Frequente de Aditivos Comerciais: Versões saborizadas frequentemente vêm acompanhadas de espessantes artificiais, gomas e edulcorantes sintéticos que reduzem a qualidade global.
Pontos Positivos & Vantagens
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Rico em Leucina e BCAAs: Fornece elevada densidade de leucina, o gatilho metabólico primário para a sinalização da via mTOR e síntese proteica muscular.
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Alta Biodisponibilidade (PDCAAS): Apresenta escore de aminoácidos corrigido pela digestibilidade proteica próximo a 1,0, garantindo aproveitamento biológico quase completo.
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Peptídeos Bioativos Preservados: A microfiltração não térmica preserva frações como glicomacropeptídeos e lactoferrina, que possuem ação antimicrobiana e imunomoduladora.
Fração Láctea Bovina
Subproduto da coagulação do leite na produção queijeira, submetido a membranas de ultrafiltração e desidratação branda por atomização.
Aporte Nutricional e Textura
Atua como fonte de proteína concentrada (35% a 80%), além de prover propriedades tecnológicas de emulsificação, aeração e retenção hídrica.
Neutro a Prebiótico Leve
Lactoferrina e imunoglobulinas auxiliam a barreira intestinal. A lactose residual pode ser fermentada beneficamente em indivíduos tolerantes.
Marcador NOVA 4
Classificado pelo Guia Alimentar como substância purificada e fracionada; sua adição em produtos multiprocessados caracteriza ultraprocessamento.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
A OMS e a FAO adotam a proteína do soro lácteo como padrão de referência internacional de proteína completa devido ao seu perfil equilibrado de aminoácidos essenciais indispensáveis à nutrição humana.
Sofre degradação rápida no trato digestivo superior por pepsina e enzimas pancreáticas. Os oligopeptídeos e aminoácidos livres são carreados pelo transportador PepT1, gerando hiperaminoacidemia plasmática transitória rápida em menos de 60 minutos.
Reconhecido como ingrediente alimentar seguro pela ANVISA (RDC nº 243/2018 e RDC nº 727/2022 para alérgenos), FDA (status GRAS sob 21 CFR 184.1979c) e EFSA na União Europeia.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Complexo proteico de soro bovino concentrado (Beta-lactoglobulina, Alfa-lactalbumina, Imunoglobulinas, Albumina sérica bovina)
- Fórmula Molecular
- Mistura macromolecular polipeptídica (cadeias de aminoácidos com C, H, O, N e S)
- Número CAS
- 91082-88-1
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (perfil sensorial lácteo suave com leve dulçor conferido pela lactose)
- Solubilidade
- Altamente solúvel e dispersível em água em ampla faixa de pH (2,0 a 9,0)
- Estabilidade Térmica
- Termossensível; sofre desnaturação proteica conformacional progressiva acima de 65 °C