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INS 1101(i) / E1101

Melhorador de farinha protease de Aspergillus oryzae

Coadjuvante de Tecnologia / Enzima Alimentar
Seguro / Coadjuvante Técnico NOVA 4: Marcador de Ultraprocessado

A protease de Aspergillus oryzae é uma enzima fúngica usada como melhorador de farinha para reduzir o tempo de mistura e amaciar a rede de glúten. Por ser inativada pelo calor da cocção, chega desprovida de atividade biológica ao produto final, sendo considerada segura para o consumidor.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Indicador de Ultraprocessamento: Sua presença no rótulo sinaliza produção industrial acelerada, típica de pães embalados desenhados para longos períodos de prateleira.
  • Sensibilização Ocupacional: Na manipulação do ingrediente puro em pó dentro das fábricas, pode atuar como aeroalérgeno para operadores industriais e padeiros.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Inativação pelo Calor: A enzima perde completamente a sua conformação e função catalítica durante o processo de cozimento, agindo apenas como traço de proteína inerte.
  • Substituição de Oxidantes Químicos: Permite dispensar agentes químicos agressivos ou bromatos historicamente utilizados no tratamento corretivo de farinhas de trigo.
  • Melhoria Reológica: Otimiza a consistência da massa e padroniza a textura do miolo sem deixar resíduos sintéticos indesejáveis.
Origem da Matéria-Prima

Fermentação Biotecnológica

Obtida via fermentação controlada do fungo filamentoso Aspergillus oryzae, amplamente utilizado e seguro na indústria de alimentos.

Função na Indústria

Amaciamento e Extensibilidade

Quebra frações proteicas específicas do trigo, reduzindo a elasticidade excessiva da massa e conferindo maciez duradoura a pães e biscoitos.

Impacto na Microbiota

Neutro / Indireto

Como é desnaturada no forno em aminoácidos comuns, é digerida pelo trato digestivo humano sem desequilibrar a microbiota intestinal.

Marcador NOVA / Clean Label

Industrial / NOVA 4

Indica panificação em escala industrial e receitas ultraprocessadas, raramente presente em panificação artesanal tradicional de fermentação natural.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

Avaliada pelo JECFA (comitê conjunto FAO/OMS), que estabeleceu ingestão diária aceitável (IDA) 'não especificada' devido à baixíssima toxicidade oral e desnaturação térmica prévia ao consumo.

Metabolismo & Absorção no Organismo

Quando ingerida no produto assado, a enzima já se encontra termicamente desnaturada em peptídeos simples, sendo digerida no estômago e intestino delgado como qualquer outra proteína alimentar comum.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovada pela ANVISA (RDC 728/2022) como coadjuvante de tecnologia/enzima permitida na panificação, e classificada como GRAS (Generally Recognized as Safe) pelo FDA norte-americano e autorizada pela EFSA na Europa.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Endopeptidase e Exopeptidase fúngica derivada de Aspergillus oryzae
Fórmula Molecular
Estrutura proteica polipeptídica complexa
Número CAS
9001-92-7
Poder / Propriedade Chave
Não aplicável (atividade enzimática proteolítica)
Solubilidade
Solúvel em água
Estabilidade Térmica
Inativa-se termicamente entre 55 °C e 70 °C
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