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INS 270 / E270

Massa coalhada (leite desnatado e acidulante ácido lático)

Derivado Lácteo / Base Proteica
Seguro / Fonte Proteica NOVA 3: Alimento Processado

A massa coalhada é um ingrediente lácteo obtido pela precipitação das caseínas do leite desnatado mediante adição de ácido lático. Trata-se de uma matriz proteica magra, amplamente empregada na elaboração de queijos frescos, requeijões e spreads, conferindo densidade nutricional, textura cremosa e excelente digestibilidade proteica.

Aviso Alergênico

Alérgeno

Contém proteínas do leite de vaca e lactose residual. Não indicado para alérgicos à proteína do leite (APLV) ou intolerantes graves.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Contém lactose residual: Embora parte do soro e da lactose seja drenada na coagulação, não é indicada para pessoas com intolerância grave à lactose.
  • Alérgeno lácteo: Inadequada para indivíduos portadores de alergia às proteínas do leite de vaca (APLV).

Pontos Positivos & Vantagens

  • Alto teor proteico: Concentra caseínas de alto valor biológico com todos os aminoácidos essenciais necessários para a síntese muscular.
  • Baixo teor lipídico: Elaborada a partir de leite desnatado, apresentando teor reduzido de gorduras totais e saturadas.
  • Lactato biocompatível: O ácido lático utilizado na acidificação é um metabólito fisiológico seguro amplamente reconhecido pelo organismo humano.
Origem da Matéria-Prima

Láctea e Fermentativa

Formada a partir do leite de vaca desnatado submetido à acidificação direta com ácido lático, de grau alimentício.

Função na Indústria

Base Estrutural e Texturizante

Atua como matéria-prima principal para queijos fundidos e requeijão, fornecendo corpo, sólidos lácteos e cremosidade.

Impacto na Microbiota

Neutro a Benéfico

Não agride o epitélio entérico; o lactato residual pode servir de substrato para bactérias comensais produtoras de butirato.

Marcador NOVA / Clean Label

Processado (Sem aditivos nocivos)

Resulta de processo físico-químico simples de coagulação. Quando livre de sais fundentes sintéticos, mantém perfil amigável.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

A FAO/OMS (Codex Alimentarius STAN 221-2001) reconhece as massas coalhadas não maturadas como bases lácteas seguras e nutritivas.

Metabolismo & Absorção no Organismo

As caseínas sofrem proteólise gástrica e duodenal gerando peptídeos bioativos e aminoácidos absorvíveis; o ácido lático é oxidado a piruvato via lactato desidrogenase.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Item aprovado pela ANVISA (RDC nº 778/2023 para ácido lático INS 270 e RTIQ de derivados lácteos pelo MAPA). Aprovado com status GRAS pela FDA e seguro pela EFSA.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Coágulo de fosfocaseinato de cálcio desnatado acidificado
Fórmula Molecular
Complexo proteico macromolecular heterogêneo (Caseínas alfa-s1, alfa-s2, beta e kappa)
Número CAS
9000-71-9 (Caseína láctea)
Poder / Propriedade Chave
Não aplicável (perfil de sabor lácteo suave e levemente acidulado)
Solubilidade
Insolúvel em água (gel proteico hidratado precipitável)
Estabilidade Térmica
Estável ao calor; funde adequadamente na presença de sais emulsionantes
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