Emulsificante ésteres de ácido ricinoleico interesterificados com poliglicerol
O polirricinoleato de poliglicerol (PGPR) é um emulsificante sintético produzido a partir de óleo de mamona e glicerol. É utilizado pela indústria para otimizar o fluxo de chocolates e recheios, reduzindo a quantidade necessária de manteiga de cacau. Apesar de ser considerado seguro por órgãos reguladores em doses recomendadas, é um clássico marcador de ultraprocessamento.
Substituição da Manteiga de Cacau
ALERTA INDUSTRIALA presença do PGPR no rótulo sinaliza frequentemente que o fabricante substituiu parte da manteiga de cacau por gorduras vegetais mais baratas.
Pontos de Atenção & Riscos
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Indicador de Ultraprocessamento: Sua presença geralmente denota a substituição parcial da manteiga de cacau natural por gorduras de menor custo.
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Potencial Desconforto em Excesso: Em doses muito acima da IDA recomendada, pode exercer efeitos laxativos leves ou desconforto gastrointestinal.
Pontos Positivos & Vantagens
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Eficiência Tecnológica: Permite moldar camadas extremamente finas de chocolate com teor reduzido de gorduras totais na linha de produção.
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Aprovado por Órgãos Sanitários: Avaliado e reconfirmado como seguro para consumo humano pela EFSA, FDA e ANVISA em limites estabelecidos.
Semissintética
Sintetizado industrialmente pela esterificação de poliglicerol com ácidos graxos condensados obtidos do óleo de mamona.
Redutor de Viscosidade
Facilita o moldamento e recobrimento de doces e chocolates derretidos, permitindo substituir parcialmente gorduras nobres.
Estudos em Andamento
Pesquisas preliminares em emulsificantes sintéticos sugerem potencial alteração na barreira de muco e microbiota intestinal.
NOVA 4 (Ultraprocessado)
Substância exclusivamente industrial, inexistente nas cozinhas domésticas e incompatível com o conceito Clean Label.
Substitutos Inteligentes
Dê preferência a chocolates e doces formulados unicamente com manteiga de cacau, cacau em pó e lecitina de girassol ou lecitina de soja, evitando produtos com listas extensas de aditivos sintéticos.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
O JECFA (Comitê FAO/OMS) e a EFSA definiram a Ingestão Diária Aceitável (IDA) em até 25 mg por kg de peso corporal ao dia, concluindo pela ausência de genotoxicidade ou efeitos carcinogênicos.
No trato digestivo, é hidrolisado por lipases pancreáticas em poliglicerol livre e ácido ricinoléico. O ácido graxo é absorvido e metabolizado via beta-oxidação, enquanto os poligliceróis são excretados na urina e fezes.
Aprovado pela ANVISA (RDC nº 778/2023), EFSA (E476) e FDA (GRAS) para uso limitado em produtos à base de cacau, coberturas, molhos e emulsões.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Ésteres de poliglicerol de ácidos graxos condensados do óleo de ricino (mamona)
- Fórmula Molecular
- Polímero complexo de poliglicerol e ácido 12-hidroxioctadec-9-enoico
- Número CAS
- 29894-35-7
- Poder / Propriedade Chave
- N/A (Atua exclusivamente como surfactante/emulsificante)
- Solubilidade
- Insolúvel em água; altamente lipossolúvel
- Estabilidade Térmica
- Elevada estabilidade sob temperaturas normais de processamento de alimentos (até 100°C)