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INS 162 / E162

Corante vermelho beterraba

Corante Natural
Seguro / Origem Natural NOVA 4: Marcador de Ultraprocessado (Uso Cosmético)

O corante vermelho beterraba (ou betanina) é um aditivo natural obtido a partir do extrato da raiz de Beta vulgaris. Empregado na indústria para conferir tonalidades que vão do rosa ao vermelho escuro, possui excelente perfil toxicológico, propriedades antioxidantes intrínsecas e não apresenta os riscos associados aos corantes artificiais.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Instabilidade térmica e lumínica: Degrada-se facilmente sob temperaturas elevadas ou exposição prolongada à luz, limitando seu uso em alimentos assados.
  • Betúria inofensiva: O consumo de doses muito elevadas pode tingir a urina e fezes de coloração avermelhada, efeito puramente estético e benigno.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Segurança toxicológica consolidada: Isento de potencial mutagênico, carcinogênico ou teratogênico, ao contrário de corantes azoicos sintéticos.
  • Propriedades antioxidantes: Compostos bioativos (betanina e isobetanina) exibem atividade neutralizadora de radicais livres *in vitro* e *in vivo*.
  • Hipoalergênico: Raríssimos casos de hipersensibilidade relatados na literatura, sendo amplamente seguro para populações sensíveis e crianças.
Origem da Matéria-Prima

Extrato Vegetal Natural

Obtido a partir do suco prensado ou extração aquosa da beterraba vermelha (*Beta vulgaris*), concentrado ou seco por pulverização.

Função na Indústria

Corante Cosmético

Restaura ou intensifica colorações vermelhas e rosadas em iogurtes, sobremesas lácteas, sorvetes, recheios e embutidos.

Impacto na Microbiota

Neutro a Benéfico

As betalaínas atuam como antioxidantes no lúmen intestinal e não demonstram efeitos citotóxicos ou disbióticos sobre a flora comensal.

Marcador NOVA / Clean Label

Aditivo Cosmético

Embora de origem botânica inócua, seu uso industrial isolado classifica o produto formulado como alimento ultraprocessado (NOVA 4).

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

O JECFA (comitê conjunto FAO/OMS de peritos em aditivos) avaliou a betanina e estabeleceu uma Ingestão Diária Aceitável (IDA) 'não especificada', atestando que a substância possui toxicidade extremamente baixa.

Metabolismo & Absorção no Organismo

Após a ingestão, a maior parte da betanina é degradada enzimaticamente no estômago e intestino delgado. Uma pequena fração (geralmente inferior a 3%) é absorvida passivamente por difusão paracelular no epitélio intestinal e eliminada intacta por filtração glomerular nos rins.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovado pela ANVISA (RDC nº 778/2023) como corante de uso permitido com limite quantum satis em diversas categorias. Aprovado pela EFSA sob o código E162 e considerado GRAS (Generally Recognized as Safe) pela FDA nos Estados Unidos.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
(2S)-1-{2-[(2S)-2-carboxi-5-(beta-D-glucopiranosiloxi)-2,3-di-hidro-1H-indol-6-il]etenil}-2,3-di-hidropiridina-2,6-dicarboxilato
Fórmula Molecular
C24H26N2O13
Número CAS
7659-95-2
Poder / Propriedade Chave
Não aplicável (poder corante em pH ótimo entre 4,0 e 6,0)
Solubilidade
Altamente solúvel em água e soluções hidroetanólicas diluídas; insolúvel em óleos
Estabilidade Térmica
Baixa estabilidade térmica; degrada-se rapidamente em temperaturas acima de 70°C
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