Corante vermelho beterraba
O corante vermelho beterraba (ou betanina) é um aditivo natural obtido a partir do extrato da raiz de Beta vulgaris. Empregado na indústria para conferir tonalidades que vão do rosa ao vermelho escuro, possui excelente perfil toxicológico, propriedades antioxidantes intrínsecas e não apresenta os riscos associados aos corantes artificiais.
Pontos de Atenção & Riscos
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Instabilidade térmica e lumínica: Degrada-se facilmente sob temperaturas elevadas ou exposição prolongada à luz, limitando seu uso em alimentos assados.
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Betúria inofensiva: O consumo de doses muito elevadas pode tingir a urina e fezes de coloração avermelhada, efeito puramente estético e benigno.
Pontos Positivos & Vantagens
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Segurança toxicológica consolidada: Isento de potencial mutagênico, carcinogênico ou teratogênico, ao contrário de corantes azoicos sintéticos.
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Propriedades antioxidantes: Compostos bioativos (betanina e isobetanina) exibem atividade neutralizadora de radicais livres *in vitro* e *in vivo*.
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Hipoalergênico: Raríssimos casos de hipersensibilidade relatados na literatura, sendo amplamente seguro para populações sensíveis e crianças.
Extrato Vegetal Natural
Obtido a partir do suco prensado ou extração aquosa da beterraba vermelha (*Beta vulgaris*), concentrado ou seco por pulverização.
Corante Cosmético
Restaura ou intensifica colorações vermelhas e rosadas em iogurtes, sobremesas lácteas, sorvetes, recheios e embutidos.
Neutro a Benéfico
As betalaínas atuam como antioxidantes no lúmen intestinal e não demonstram efeitos citotóxicos ou disbióticos sobre a flora comensal.
Aditivo Cosmético
Embora de origem botânica inócua, seu uso industrial isolado classifica o produto formulado como alimento ultraprocessado (NOVA 4).
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
O JECFA (comitê conjunto FAO/OMS de peritos em aditivos) avaliou a betanina e estabeleceu uma Ingestão Diária Aceitável (IDA) 'não especificada', atestando que a substância possui toxicidade extremamente baixa.
Após a ingestão, a maior parte da betanina é degradada enzimaticamente no estômago e intestino delgado. Uma pequena fração (geralmente inferior a 3%) é absorvida passivamente por difusão paracelular no epitélio intestinal e eliminada intacta por filtração glomerular nos rins.
Aprovado pela ANVISA (RDC nº 778/2023) como corante de uso permitido com limite quantum satis em diversas categorias. Aprovado pela EFSA sob o código E162 e considerado GRAS (Generally Recognized as Safe) pela FDA nos Estados Unidos.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- (2S)-1-{2-[(2S)-2-carboxi-5-(beta-D-glucopiranosiloxi)-2,3-di-hidro-1H-indol-6-il]etenil}-2,3-di-hidropiridina-2,6-dicarboxilato
- Fórmula Molecular
- C24H26N2O13
- Número CAS
- 7659-95-2
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (poder corante em pH ótimo entre 4,0 e 6,0)
- Solubilidade
- Altamente solúvel em água e soluções hidroetanólicas diluídas; insolúvel em óleos
- Estabilidade Térmica
- Baixa estabilidade térmica; degrada-se rapidamente em temperaturas acima de 70°C