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INS 160b(ii) / E160b

Corante natural de urucum INS 160b(ii)

Corante Natural
Seguro / Consumo com Moderação NOVA 4: Marcador de Ultraprocessado

O corante natural de urucum (INS 160b(ii)) é obtido da semente de Bixa orellana, sendo rico em norbixina, um carotenoide hidrossolúvel. Utilizado para conferir tonalidades amarelo-alaranjadas, apresenta perfil toxicológico amplamente favorável em comparação a corantes sintéticos azoicos, embora sua presença indique frequentemente produtos do segmento ultraprocessado.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Raras Reações de Hipersensibilidade: Foram relatados episódios incomuns de urticária, angioedema ou anafilaxia leve em indivíduos atópicos pré-sensibilizados.
  • Indicador de Ultraprocessamento: Frequentemente incorporado a snacks, queijos processados, embutidos e margarinas para criar falsa ilusão de teor nutricional elevado.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Alternativa Segura a Sintéticos: Substitui com eficácia corantes artificiais controversos como a tartrazina e o amarelo crepúsculo, sem potencial genotóxico.
  • Ação Antioxidante: Compostos carotenoides presentes no urucum possuem capacidade de neutralizar radicais livres em ensaios biológicos.
  • Segurança Toxicológica Estabelecida: Possui limites de Ingestão Diária Aceitável (IDA) bem elucidados e regulamentados pelas maiores agências sanitárias mundiais.
Origem da Matéria-Prima

Extrato Botânico Natural

Extraído das sementes do arbusto tropical urucum (*Bixa orellana*) por tratamento aquoso e alcalino, gerando norbixina solúvel.

Função na Indústria

Coloração Amarelo-Alaranjada

Padroniza e devolve a coloração visual de alimentos que perdem pigmentação no processamento térmico ou enzimático.

Impacto na Microbiota

Efeito Neutro a Benéfico

Por ser um carotenoide vegetal, exibe potencial antioxidante moderado sem demonstrar desregulação disbiótica intestinal.

Marcador NOVA / Clean Label

Aditivo Sensorial Estético

Embora de matriz botânica, seu uso industrial isolado tem finalidade puramente cosmética, sinalizando formulações ultraprocessadas.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

O JECFA (comitê misto FAO/OMS) reavaliou o urucum em 2013 e 2016, fixando uma Ingestão Diária Aceitável (IDA) específica para extratos ricos em norbixina de 0 a 0,3 mg/kg de peso corporal por dia.

Metabolismo & Absorção no Organismo

A norbixina é parcialmente absorvida pelo intestino delgado e carreada pelas lipoproteínas plasmáticas. A maior fração não absorvida segue para excreção fecal, e a parcela absorvida é metabolizada via sulfoglicuronidação hepática antes da excreção biliar e urinária.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovado pela ANVISA sob a RDC 778/2023 como corante natural. Na União Europeia, a EFSA aprovou a reavaliação de segurança (EFSA Journal 2016;14(8):4544) estabelecendo parâmetros restritos de pureza para INS 160b(ii) e exclusão de solventes tóxicos.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Sal dipotássico ou dissódico do ácido 6,6'-diapo-ψ,ψ-carotenodioico (Norbixina)
Fórmula Molecular
C24H28O4 (ácido livre da norbixina)
Número CAS
542-40-5
Poder / Propriedade Chave
Não aplicável (isento de dulçor; sabor neutro em dosagens de cor)
Solubilidade
Solúvel em água sob pH neutro a alcalino; insolúvel em óleos
Estabilidade Térmica
Moderada; degrada-se sob aquecimento prolongado acima de 130 °C ou exposição excessiva à luz
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