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INS 160b / E160b

Corante natural de urucum

Corante Natural
Seguro / Consumo Moderado NOVA 4: Marcador de Ultraprocessado

O corante natural de urucum é extraído dos frutos da árvore tropical Bixa orellana. Seus compostos ativos, bixina e norbixina, conferem tons do amarelo ao alaranjado a alimentos industrializados. Apresenta excelente perfil toxicológico e ação antioxidante, sendo uma alternativa segura aos corantes artificiais sintetizados a partir de derivados de petróleo.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Marcador de Alimentos Ultraprocessados: Sua presença geralmente denota produtos que passaram por intenso refinamento industrial e perda de matriz alimentar.
  • Raras Reações de Hipersensibilidade: Relatos clínicos esporádicos apontam urticária e reações do tipo anafilactoide associadas a frações proteicas residuais.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Substituto Seguro aos Artificiais: Isento do potencial alergênico e hiperativo associado a corantes azoicos sintéticos como a tartrazina e o amarelo crepúsculo.
  • Atividade Antioxidante: Carotenoides como a bixina protegem lipídios contra a oxidação celular e formação de radicais livres.
  • Reconhecimento Biológico: Metabolizado e excretado eficientemente pelas vias hepática e renal sem evidências de bioacumulação tecidual.
Origem da Matéria-Prima

Botânica / Extrativa

Obtido a partir do pericarpo das sementes da planta nativa da América tropical Bixa orellana L.

Função na Indústria

Coloração Amarela a Laranja

Padroniza e intensifica a cor em queijos, manteigas, derivados cárneos, massas e produtos de panificação.

Impacto na Microbiota

Neutro a Favorável

Não apresenta efeito deletério sobre a microbiota comensal, exibindo discreta atividade antioxidante luminal.

Marcador NOVA / Clean Label

Marcador de Ultraprocessamento

Embora seja de origem vegetal, a adição de corante purificado para fins estéticos classifica formulações industriais no Grupo 4.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

O Comitê Conjunto FAO/OMS de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA) estabeleceu Ingestão Diária Aceitável (IDA) de 0 a 6 mg/kg de peso corpóreo para bixina e de 0 a 0,3 mg/kg para norbixina, confirmando a ausência de mutagenicidade e carcinogenicidade.

Metabolismo & Absorção no Organismo

A fração lipossolúvel (bixina) é absorvida em nível entérico acompanhando quilomícrons e metabolizada no fígado, enquanto a forma hidrossolúvel (norbixina) sofre excreção direta via biliar e renal em baixas concentrações plasmáticas.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovado pela ANVISA conforme a RDC nº 778/2023, classificado como seguro pela EFSA sob os códigos E160b(i) e E160b(ii) e reconhecido como substância GRAS pela FDA norte-americana.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
cis-Bixina (metil hidrogênio 9'-cis-6,6'-diapocaroteno-6,6'-dioato)
Fórmula Molecular
C25H30O4 (Bixina) / C24H28O4 (Norbixina)
Número CAS
6983-79-5 (Bixina) / 542-40-5 (Norbixina)
Poder / Propriedade Chave
Não se aplica (propriedade cromófora / carotenóide lipofílico)
Solubilidade
Insolúvel na forma bixina livre; hidrossolúvel na forma norbixina alcalina ou sais de potássio/sódio
Estabilidade Térmica
Estável até aproximadamente 130 °C; degradação e isomerização sob calor prolongado
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