Conservante lisozima
A lisozima é uma enzima antimicrobiana obtida a partir da clara do ovo de galinha. Atua rompendo a parede celular de bactérias gram-positivas, sendo amplamente empregada no controle do estufamento tardio de queijos maturados e na estabilização do vinho. Apesar de sua origem natural, seu uso exige cautela por indivíduos com alergia a ovo.
Alerta de Alérgeno (Derivado de Ovo)
Atenção AlérgicosA lisozima é uma proteína purificada da clara do ovo de galinha. Indivíduos com alergia diagnosticada a ovo devem evitar alimentos que contenham este conservante.
Pontos de Atenção & Riscos
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Alérgeno alimentar relevante: Por ser derivada da clara do ovo, pode desencadear reações imunológicas graves em indivíduos sensibilizados.
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Incompatível com dieta vegana: Sendo um insumo estritamente de origem animal, torna os produtos inadequados para consumidores veganos.
Pontos Positivos & Vantagens
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Antimicrobiano de fonte natural: Destrói a parede celular de bactérias nocivas sem recorrer a compostos químicos sintéticos agressivos.
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Redução de nitratos e sulfitos: Permite diminuir a adição de nitratos em queijos e de anidrido sulfuroso na indústria vinícola.
Natural / Extração do Ovo
Enzima polipeptídica extraída e purificada industrialmente a partir da clara do ovo de galinha.
Conservante Antimicrobiano
Inibe o crescimento de bactérias do gênero Clostridium em queijos finos e reduz a necessidade de sulfitos e nitratos.
Ação Bacteriolítica Seletiva
Atua de forma direcionada sobre patógenos específicos nos alimentos sem evidências de disbiose intestinal nas doses consumidas.
Aditivo Conservante
Embora seja uma proteína de origem biológica, sua isolamento e adição como preservativo purificado sinalizam processamento industrial.
Substitutos Inteligentes
Para consumidores com restrição ou alergia a ovos, recomenda-se optar por queijos artesanais de leite cru ou maturados por processos microbiológicos tradicionais e vinhos orgânicos sem adição de conservantes isolados.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
A JECFA (FAO/OMS) e a EFSA consideram a lisozima um aditivo seguro para uso alimentar, classificando a sua Ingestão Diária Aceitável (IDA) como 'não especificada' devido à baixa toxicidade sistêmica.
A lisozima é uma proteína metabolizada no trato digestivo humano pelas enzimas pepsina e tripsina, sendo degradada em aminoácidos comuns e absorvida sem acumulação tecidual.
Aprovada pela ANVISA (RDC nº 729/2022), European Food Safety Authority (EFSA) e US FDA (GRAS) como conservante, sendo obrigatória a declaração de alerta de alérgeno de ovo no rótulo.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Cloridrato de Lisozima (Muramidase)
- Fórmula Molecular
- C616H963N193O182S10 (~14.3 kDa)
- Número CAS
- 9001-63-2
- Poder / Propriedade Chave
- N/A (Atividade enzimática)
- Solubilidade
- Altamente solúvel em água
- Estabilidade Térmica
- Termossensível; inativada em temperaturas acima de 70°C a 80°C em pH neutro