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Óleo de palma

Óleo Vegetal / Gordura Culinária
Atenção / Consumo Moderado NOVA 2: Ingrediente Culinário Processado

O óleo de palma é uma gordura vegetal extraída do fruto da dendezeira. Amplamente utilizado pela indústria alimentícia por sua alta estabilidade térmica e custo acessível, possui cerca de 50% de gorduras saturadas, devendo ter seu consumo monitorado para preservar a saúde cardiovascular.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Alto Teor de Gorduras Saturadas: Composto por cerca de 45-50% de gorduras saturadas (predominantemente ácido palmítico), cujo excesso eleva o colesterol LDL.
  • Contaminantes de Refinamento: O refinamento em altíssimas temperaturas (>200°C) pode gerar ésteres glicídicos e 3-MCPD, substâncias sob monitoramento toxicológico.
  • Densidade Calórica Elevada: Como todas as gorduras puras, fornece 9 kcal por grama, exigindo controle de porção no planejamento dietético.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Livre de Gorduras Trans: Substituiu as gorduras parcialmente hidrogenadas industriais, eliminando os riscos associados aos ácidos graxos trans.
  • Alta Estabilidade Térmica: Ponto de fumaça elevado (~235°C refinado), sendo resistente à oxidação durante processos de fritura intensa.
  • Rico em Micronutrientes (Bruto): Em sua forma não refinada (dendê), é uma das fontes mais ricas de provitamina A (beta-caroteno) e vitamina E (tocotrienois).
Origem da Matéria-Prima

Vegetal (Elaeis guineensis)

Extraído da polpa do fruto da palmeira-de-dendê. Na versão não refinada (óleo de dendê), mantém cor avermelhada rica em carotenoides.

Função na Indústria

Texturizante e Fritura

Fornece consistência semi-sólida à temperatura ambiente sem necessidade de hidrogenação artificial, resistindo a altas temperaturas.

Impacto na Microbiota

Efeito Neutro a Alterado

Dietas hiperlipídicas ricas em ácido palmítico podem alterar a composição microbiana intestinal e favorecer inflamações de baixo grau.

Marcador NOVA / Clean Label

Ingrediente Culinário / Industrial

Como óleo puro é Grupo 2 NOVA. No entanto, suas frações modificadas (estearina/oleína de palma) são marcadores frequentes de ultraprocessados.

Substitutos Inteligentes

Alternativas Mais Seguras

Para cozimento diário e temperos, priorize o azeite de oliva extravirgem, óleo de abacate ou óleo de girassol alto oleico, que possuem maior teor de gorduras mono e poli-insaturadas protetoras do coração.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

A OMS e a FAO recomendam limitar a ingestão de gorduras saturadas a menos de 10% das calorias diárias totais para prevenir doenças cardiovasculares, recomendando a substituição por gorduras insaturadas.

Metabolismo & Absorção no Organismo

Hidroสารizado pela lipase pancreática no duodeno. O ácido palmítico absorvido é incorporado em quilomícrons. Em excesso, estimula a síntese hepática de VLDL e aumenta os níveis plasmáticos de colesterol LDL.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovado mundialmente pela ANVISA, FDA e EFSA como ingrediente alimentar seguro. A EFSA estabeleceu limites estritos para contaminantes de processamento (3-MCPD e ésteres de glicidol) resultantes da desodorização industrial.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Triglicerídeos do fruto de Elaeis guineensis
Fórmula Molecular
Mistura complexa de triacilgliceróis (predominância de C51H98O6)
Número CAS
8002-75-3
Poder / Propriedade Chave
N/A (Propriedade funcional: Estruturante lipídico e conferidor de cremosidade)
Solubilidade
Insolúvel em água (< 0.01 mg/L a 20°C)
Estabilidade Térmica
Elevada (Ponto de fumaça ~235°C quando refinado)
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