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INS 954(i)", "highlight_alert": { "badge": "Atenção Sanitária", "title": "Limite de Ingestão Diária Aceitável (IDA)", "content": "A IDA fixada para a sacarina sódica é de apenas 5 mg por quilo de peso corporal ao dia. Gestantes, lactantes e crianças devem evitar o consumo regular de edulcorantes sintéticos." } } / E954

Edulcorante sacarina sódica

Adoçante Artificial / Edulcorante Não Calórico
Atenção / Consumo Limitado NOVA 4: Marcador de Ultraprocessado

A sacarina sódica é um dos adoçantes sintéticos mais antigos do mundo, proporcionando poder adoçante sem aportar calorias. Embora seja amplamente aprovada para uso em produtos diet e light, estudos recentes apontam potenciais impactos negativos na microbiota intestinal, além de um residual metálico e amargo marcante ao paladar.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Sabor Residual Metálico e Amargo: Deixa um retrogosto perceptível, sendo comumente combinada com ciclamato de sódio para mascarar o sabor.
  • Alteração da Microbiota Intestinal: Evidências mostram alterações na composição do microbioma e potencial indução de intolerância à glicose.
  • Diretriz de Restrição da OMS: A OMS recomenda evitar edulcorantes sem açúcar para fins de controle de peso corporal.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Zero Calorias e Sem Impacto Glicêmico Agudo: Não é metabolizada para gerar energia nem eleva os níveis imediatos de glicose no sangue.
  • Alta Estabilidade Térmica: Resiste a altas temperaturas de cozimento e forneamento sem perder seu poder adoçante.
  • Não Cariogênico: Não é submetida à fermentação por bactérias bucais, prevenindo a formação de cáries.
Origem da Matéria-Prima

Síntese Química

Produzida sinteticamente a partir do anidrido ftálico ou do tolueno por processos industriais.

Função na Indústria

Edulcorante Intenso

Confere doçura acentuada em baixíssimas concentrações para formulações com redução de açúcar.

Impacto na Microbiota

Modulação Negativa

Pode induzir disbiose intestinal e afetar adversamente a tolerância à glicose em alguns indivíduos.

Marcador NOVA / Clean Label

NOVA Grupo 4

Aditivo exclusivo de produtos ultraprocessados, totalmente ausente na culinária tradicional.

Substitutos Inteligentes

Alternativas Mais Seguras

Para substituir a sacarina sódica, prefira edulcorantes naturais como Stevia de alta pureza (Rebaudiosídeo A) ou Eritritol. A melhor estratégia nutricional é habituar o paladar ao sabor natural dos alimentos sem adição de adoçantes sintéticos.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

Em diretriz de 2023, a OMS desaconselha o uso de edulcorantes não nutritivos para o controle do peso corporal ou redução do risco de doenças não transmissíveis. A Ingestão Diária Aceitável (IDA) estabelecida pelo JECFA/OMS é de 0 a 5 mg/kg de peso corporal.

Metabolismo & Absorção no Organismo

A sacarina sódica é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal, liga-se às proteínas plasmáticas, mas não sofre metabolização, sendo excretada de forma inalterada principalmente através da urina (80-90%) e das fezes.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovada pela ANVISA, EFSA e FDA. O FDA removeu o alerta de risco oncológico nos anos 2000 após comprovar que o mecanismo de carcinogênese vesical observado em ratos de laboratório em altas doses era específico da espécie e irrelevante para humanos.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
1,1-dioxo-1,2-benzotiazol-3-ona de sódio
Fórmula Molecular
C7H4NNaO3S
Número CAS
128-44-9
Poder / Propriedade Chave
300 a 500 vezes superior à sacarose
Solubilidade
Elevada (~670 g/L a 20°C)
Estabilidade Térmica
Excelente (estável até 200°C)
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