Corante INS 160b(ii)
O corante INS 160b(ii), quimicamente caracterizado pela norbixina, é um pigmento carotenoide obtido da casca das sementes do urucum (Bixa orellana). Apesar da matriz vegetal nativa, passa por extração alcalina para se tornar hidrossolúvel. Na indústria atua puramente como aditivo cosmético, constituindo um marcador de ultraprocessamento com ingestão diária restrita.
Margem Estrita de Consumo para Crianças
Atenção: Limite Diário (IDA)A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) estabeleceu uma Ingestão Diária Aceitável reduzida de 0,3 mg/kg de peso para a norbixina. Crianças que consomem múltiplos produtos industrializados corados com este aditivo podem exceder a margem preventiva.
Pontos de Atenção & Riscos
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Margem de segurança restrita (IDA baixa): A EFSA revisou a Ingestão Diária Aceitável da norbixina para apenas 0,3 mg/kg de peso corporal/dia, limite que pode ser ultrapassado por crianças.
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Risco de hipersensibilidade alérgica: Embora raro, extratos de urucum contêm frações proteicas residuais associadas a episódios de urticária crônica, angioedema e anafilaxia.
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Indutor de ultraprocessamento: Usado para conceder aspecto dourado ou fresco a produtos altamente refinados, simulando ingredientes de alto valor ausentes no produto.
Pontos Positivos & Vantagens
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Alternativa a corantes sintéticos: Substitui corantes artificiais derivados de petróleo (como Tartrazina INS 102 e Amarelo Crepúsculo INS 110), apresentando menor toxicidade geral.
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Potencial antioxidante in vitro: Por ser da família dos carotenoides, apresenta propriedades antioxidantes intrínsecas, embora insignificantes nas baixas concentrações dos alimentos.
Extrato Vegetal Quimicamente Modificado
Extraído das sementes do urucum mediante saponificação alcalina aquosa para converter a bixina natural em norbixina dicarboxílica hidrossolúvel.
Coloração Amarelo-Alaranjada
Padroniza e intensifica o apelo visual de queijos processados, margarinas, sobremesas lácteas, salsichas e salgadinhos.
Baixo a Neutro
Não apresenta toxicidade microbiana demonstrada nas doses autorizadas, sendo parcialmente absorvido e excretado pelas vias renal e fecal.
NOVA 4 (Ultraprocessado)
Seu uso é tipicamente cosmético industrial para mascarar a palidez de formulações com baixo teor de matérias-primas nobres.
Substitutos Inteligentes
Priorize alimentos preparados com temperos naturais como cúrcuma pura em pó (açafrão-da-terra), páprica doce ou extratos simples de suco concentrado de cenoura, evitando produtos lácteos e embutidos com corantes cosméticos adicionados.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
O Comitê Conjunto FAO/OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA) e a EFSA desmembraram a avaliação toxicológica do urucum, fixando uma IDA estrita de 0,3 mg de norbixina/kg de peso corpóreo por dia, alertando para consumo excessivo no público infantil.
Após a ingestão, a norbixina é moderadamente absorvida no lúmen intestinal, ligando-se a proteínas plasmáticas. É metabolizada principalmente por conjugação hepática e eliminada via fezes e urina sem bioacumulação crônica tecidual observada em modelos murinos.
Aprovado pela ANVISA (RDC 778/2023) sob limites estritos em diversas categorias alimentícias. Aprovado pela EFSA (União Europeia sob código E160b(ii)) e pela FDA (21 CFR 73.30) isento de certificação obrigatória de lote.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Ácido (2E,4E,6E,8E,10E,12E,14E,16Z,18E)-4,8,13,17-tetrametilicosa-2,4,6,8,10,12,14,16,18-nonaenodioico (Norbixina)
- Fórmula Molecular
- C24H28O4
- Número CAS
- 542-40-5
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (agente corante amarelo-alaranjado)
- Solubilidade
- Solúvel em soluções aquosas alcalinas; insolúvel em meios fortemente ácidos
- Estabilidade Térmica
- Moderada a boa estabilidade térmica abaixo de 130 °C; degrada-se sob fotoexposição prolongada