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INS 1001

Bitartarato de colina

Nutriente Essencial / Fortificante
Seguro / Nutriente Essencial NOVA 4: Nutriente Isolado / Suplemento

O bitartarato de colina é um sal hidrossolúvel amplamente empregado na fortificação de alimentos e formulação de suplementos. Ele atua fornecendo colina, um nutriente indispensável na manutenção das membranas biológicas, na prevenção do acúmulo hepático de gordura e na formação de acetilcolina, substância essencial para a memória e contração muscular.

Pontos de Atenção & Riscos

  • Potencial Produção de TMAO: Doses elevadas podem ser degradadas por microrganismos intestinais em TMA, convertida pelo fígado em TMAO, marcador de risco vascular.
  • Odor Corporal em Megadoses: Consumo acima do limite máximo tolerável (3.500 mg/dia) pode saturar a conversão enzimática e provocar odor corporal similar a peixe.

Pontos Positivos & Vantagens

  • Suporte Hepático Comprovado: Participa ativamente da síntese de VLDL, transportando triglicerídeos para fora do fígado e prevenindo a esteatose hepática.
  • Função Cognitiva e Cerebral: Atua como precursor primário da acetilcolina, neurotransmissor fundamental para o foco, aprendizado e integridade da memória.
  • Desenvolvimento Fetal: Nutriente de alta demanda gestacional, indispensável para o correto fechamento do tubo neural e formação cerebral do feto.
Origem da Matéria-Prima

Síntese Química

Obtido a partir da reação controlada de derivados de colina com ácido L-tartárico de grau alimentício.

Função na Indústria

Fortificação Nutricional

Utilizado para enriquecer fórmulas infantis, suplementos esportivos, nootrópicos e bebidas funcionais.

Impacto na Microbiota

Conversão em TMA

A flora bacteriana intestinal pode metabolizar o excesso de colina livre residual em trimetilamina (TMA).

Marcador NOVA / Clean Label

Substância Isolada

Quando adicionado a alimentos empacotados, caracteriza processamento industrial para fins de enriquecimento.

Encontrado Nestes Produtos

Dossiê Científico

Diretrizes de Saúde & Consenso Científico

A EFSA e o Institute of Medicine (IOM) estabelecem ingestão diária adequada de colina entre 400 mg e 550 mg para adultos, destacando sua essencialidade metabólica.

Metabolismo & Absorção no Organismo

No lúmen intestinal, o bitartarato de colina dissocia-se rapidamente em colina livre e íon tartarato. A colina é absorvida no intestino delgado por transporte ativo mediado por carreadores e via difusão passiva em altas concentrações, distribuindo-se aos tecidos para síntese de fosfatidilcolina e acetilcolina.

Posicionamento Regulatório (ANVISA / FDA / EFSA)

Aprovado pela ANVISA conforme a RDC nº 243/2018 para suplementos alimentares e alimentos para fins especiais. Reconhecido como seguro (GRAS) pela FDA nos Estados Unidos e autorizado pela EFSA na União Europeia.

Perguntas Frequentes

Ficha Técnica & Nomenclatura

Nome Químico / Botânico
Hidrogenotartarato de 2-hidroxi-N,N,N-trimetiletan-1-amínio
Fórmula Molecular
C9H19NO7
Número CAS
87-67-2
Poder / Propriedade Chave
Não se aplica (apresenta sabor discretamente ácido e salino)
Solubilidade
Altamente solúvel em água (~120 g/100 mL a 25 °C)
Estabilidade Térmica
Estável sob processamento térmico moderado, com ponto de decomposição acima de 150 °C
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