Acidulante cremor de tártaro
O cremor de tártaro (bitartarato de potássio) é um sal de origem natural obtido como subproduto da vinificação. Amplamente utilizado na confeitaria e panificação, atua como estabilizante, acidulante e ativador de fermentos químicos. Apresenta excelente perfil toxicológico e alta segurança metabólica, sendo inócuo nas quantidades habitualmente consumidas em preparações culinárias.
Pontos de Atenção & Riscos
-
Efeito laxativo em doses extremas: A ingestão isolada em quantidades gram-positivas desproporcionais pode reter água no lúmen intestinal.
-
Aporte de potássio em doentes renais: Indivíduos com insuficiência renal crônica grave devem monitorar o aporte cumulativo de potássio na dieta.
Pontos Positivos & Vantagens
-
Origem natural e segura: Subproduto da fermentação da uva, sem dependência de síntese petroquímica.
-
Estabilização proteica: Fortalece a rede de albumina em merengues e suflês, conferindo textura e retenção de ar superiores.
-
Sem sabor residual agressivo: Confere acidez agradável e limpa sem notas metálicas comuns em outros acidulantes sintéticos.
Natural (subproduto vinícola)
Cristaliza-se nas paredes das barricas de vinho durante a fermentação da uva, passando por purificação física.
Acidulante e estabilizante
Controla a acidez, previne cristalização de xaropes de açúcar e estabiliza espumas de proteínas.
Neutro / Sem disbiose
A fração não absorvida é fermentada por comensais colônicos sem toxicidade ou prejuízo à integridade da barreira intestinal.
Compatível com Clean Label
Reconhecido como ingrediente culinário tradicional de baixa intervenção química e seguro para formulações limpas.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
O comitê JECFA (FAO/OMS) estabeleceu uma Ingestão Diária Aceitável (IDA) de até 30 mg/kg de peso corporal expressa como ácido L(+)-tartárico, reiterando a segurança do bitartarato de potássio.
Após ingestão, parte do tartarato é absorvida no intestino delgado e rapidamente excretada inalterada pelos rins. O potássio entra na homeostase mineral padrão do organismo, enquanto o tartarato residual colônico é metabolizado pela microbiota em dióxido de carbono e água.
Aprovado pela ANVISA (RDC 778/2023) como acidulante e estabilizante quantum satis, pelo FDA sob status GRAS (21 CFR 184.1077) e pela EFSA com o código E 336(i).
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Bitartarato de potássio / Hidrogenotartarato de potássio
- Fórmula Molecular
- C4H5KO6
- Número CAS
- 868-14-4
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (apresenta sabor ácido límpido, pH 3,5 em solução saturada)
- Solubilidade
- Aproximadamente 5,7 g/L a 20 °C (aumenta significativamente com aquecimento)
- Estabilidade Térmica
- Estável em temperaturas usuais de cocção (ponto de decomposição > 200 °C)