Ácido N-pteroil-L-glutâmico (vitamina B9)
O ácido N-pteroil-L-glutâmico é a forma sintética e altamente estável da vitamina B9, popularmente conhecida como ácido fólico. Indispensável para a síntese de DNA e divisão celular, é amplamente utilizado na fortificação alimentar mandatória de farinhas para erradicar defeitos do tubo neural em fetos, apresentando excelente perfil de segurança biológica.
Pontos de Atenção & Riscos
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Mascaramento de Anemia Perniciosa: Em doses suprafisiológicas crônicas (> 1.000 µg/dia), pode mascarar os sintomas hematológicos da deficiência de vitamina B12.
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Capacidade Enzimática Limitada: A enzima DHFR humana possui baixa afinidade, podendo gerar ácido fólico não metabolizado no plasma em caso de ingestão extrema.
Pontos Positivos & Vantagens
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Prevenção de Malformações Fetais: Reduz drasticamente a incidência de defeitos do tubo neural, como espinha bífida e anencefalia, no início da gestação.
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Maior Estabilidade e Absorção: Apresenta biodisponibilidade significativamente superior e maior estabilidade ao calor culinário do que os folatos naturais dos vegetais.
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Apoio à Eritropoiese: Essencial para a formação e maturação adequada de hemácias no sangue, prevenindo a anemia megaloblástica.
Síntese Química / Laboratorial
Produzido industrialmente por síntese química controlada a partir de derivados de pteridina, ácido p-aminobenzoico e ácido L-glutâmico.
Enriquecimento e Fortificação
Utilizado para restauração e fortificação compulsória de farinhas e alimentos matinais com micronutrientes essenciais.
Neutro a Benéfico
Bactérias comensais do cólon utilizam e sintetizam folatos; a suplementação em níveis normais não altera negativamente a ecologia intestinal.
Fortificante Obrigatório / Isento de Dano
Embora seja um composto sintetizado isolado, seu uso decorre de políticas públicas de saúde e não descaracteriza a farinha como ingrediente culinário.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
A OMS recomenda fortemente a fortificação universal em larga escala de farinhas de trigo e milho com ácido fólico para mitigar deficiências populacionais e malformações congênitas.
Absorvido no jejuno por transporte ativo saturável acoplado a prótons (PCFT). É reduzido e metilado na mucosa e no fígado pela enzima di-hidrofolato redutase (DHFR) até a forma circulante ativa 5-metiltetraidrofolato (5-MTHF).
Obrigatório no Brasil pela ANVISA (RDC nº 604/2022) em farinhas de trigo e milho (140 a 220 µg por 100 g). Considerado seguro (GRAS) pela FDA e validado pela EFSA, com Limite Superior Tolerável (UL) de 1.000 µg/dia para adultos.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Ácido (2S)-2-[[4-[(2-amino-4-oxo-1,4-di-hidropteridin-6-il)metilamino]benzoil]amino]pentanodioico
- Fórmula Molecular
- C19H19N7O6
- Número CAS
- 59-30-3
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (sem dulçor; pó cristalino amarelo-alaranjado inodoro)
- Solubilidade
- 1,6 mg/L a 25 °C (muito pouco solúvel em água fria; solúvel em soluções alcalinas diluídas)
- Estabilidade Térmica
- Estável ao calor moderado de panificação, mas sensível a luz solar/UV e oxidação prolongada