Palmitato de retinila
O palmitato de retinila é uma forma estabilizada de vitamina A pré-formada, obtida pela esterificação do retinol com ácido palmítico. Amplamente empregado na fortificação de alimentos lácteos e margarinas, é crucial para a saúde ocular, imunidade e renovação tecidual, sendo seguro nas doses recomendadas pela legislação sanitária.
Cuidado com Superdosagem em Gestantes
Alerta ToxicológicoA ingestão crônica de vitamina A pré-formada acima de 3.000 µg/dia (10.000 UI) é contraindicada para gestantes devido ao risco documentado de malformações fetais (teratogenia) e hepatotoxicidade cumulativa.
Pontos de Atenção & Riscos
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Risco de Hipervitaminose A: Por ser lipossolúvel, acumula-se no fígado; o consumo cumulativo descontrolado via suplementos pode gerar toxicidade hepática.
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Diferença Frente aos Carotenoides: Diferente do betacaroteno, o organismo não limita sua conversão metabólica, facilitando sobrecargas caso haja ingestão massiva.
Pontos Positivos & Vantagens
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Alta Biodisponibilidade: Converte-se eficientemente em retinol livre no trato digestivo, garantindo suporte direto às funções metabólicas.
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Prevenção da Hipovitaminose A: Estratégia eficaz de saúde pública para prevenir cegueira noturna e deficiências imunológicas em populações vulneráveis.
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Maior Estabilidade Físico-Química: Resiste melhor ao processamento térmico e ao armazenamento prolongado do que o retinol em sua forma livre.
Síntese Química / Esterificação
Produzido industrialmente pela reação entre retinol sintetizado e ácido palmítico para aumentar a estabilidade contra oxidação.
Fortificante Nutricional
Adicionado a leites desnatados, margarinas e fórmulas infantis para repor ou enriquecer os teores originais de vitamina A.
Neutro a Benéfico
A vitamina A participa ativamente na manutenção da integridade da barreira mucosa intestinal e da imunidade local.
Nutriente Isolado Sintético
Embora seja um micronutriente essencial, sua adição isolada é frequente em formulações ultraprocessadas ou leites reconstituídos.
Encontrado Nestes Produtos
Dossiê Científico
A OMS reconhece e endossa a fortificação de alimentos com formas estáveis de retinol para combater a carência de vitamina A, estabelecendo o Limite Superior Tolerável (UL) diário de 3.000 µg RAE para adultos para prevenir desfechos adversos.
No lúmen do intestino delgado, o palmitato de retinila é hidrolisado por esterases pancreáticas em retinol e ácido palmítico. O retinol livre é absorvido pelos enterócitos, reesterificado, carreado em quilomícrons para a circulação linfática e armazenado majoritariamente nos hepatócitos.
Autorizado pela ANVISA como fonte de vitamina A em suplementos e alimentos fortificados (RDC 243/2018 e IN 28/2018). Considerado GRAS (Generally Recognized as Safe) pelo FDA norte-americano e aprovado pela EFSA na União Europeia com limites máximos de enriquecimento estabelecidos.
Perguntas Frequentes
Ficha Técnica & Nomenclatura
- Nome Químico / Botânico
- Hexadecanoato de [(2E,4E,6E,8E)-3,7-dimetil-9-(2,6,6-trimetilciclo-hexen-1-il)nona-2,4,6,8-tetraenila]
- Fórmula Molecular
- C36H60O2
- Número CAS
- 79-81-2
- Poder / Propriedade Chave
- Não aplicável (nutriente lipossolúvel sem sabor doce)
- Solubilidade
- Insolúvel em água; livremente solúvel em óleos, gorduras e solventes orgânicos
- Estabilidade Térmica
- Estabilidade moderada; sensível à luz ultravioleta e auto-oxidação na presença de ar prolongado