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Nutrição 3 min de leitura

Nutri-Score: o que é, como funciona e por que ele transformou os rótulos

Entenda o que é o Nutri-Score, a ciência por trás da pontuação de A a E e como o selo europeu orienta escolhas mais saudáveis nos corredores do mercado

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Equipe Tá no Rótulo

Publicado em 06 de setembro de 2026

Nutri-Score: o que é, como funciona e por que ele transformou os rótulos

Decifrar tabelas nutricionais e letrinhas miúdas sempre foi um desafio para quem busca comer melhor nos corredores do supermercado. Para transformar números complexos em uma resposta visual imediata, surgiu em 2017, na França, o Nutri-Score.

Desenvolvido pela agência governamental Santé Publique France sob a liderança de pesquisadores em nutrição, o sistema baseou-se em modelos criados pela Food Standards Agency (FSA) do Reino Unido. Desde então, o selo ultrapassou fronteiras e foi adotado voluntariamente por países como Alemanha, Bélgica, Espanha, Holanda e Suíça, consolidando-se como a principal referência de rotulagem frontal na Europa.

Por que o Nutri-Score é confiável?

Diferente de selos promocionais criados pelo marketing das próprias marcas, o Nutri-Score é sustentado por independência e rigor científico. Sua formulação não possui influência da indústria de alimentos e foi validada por dezenas de estudos populacionais revisados por pares. Essas pesquisas comprovaram que a presença do selo na frente da embalagem realmente guia o consumidor para decisões mais equilibradas na hora da compra.

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Além disso, o modelo não é engessado: um comitê científico europeu permanente revisa periodicamente o algoritmo para acompanhar os avanços da ciência nutricional, como as atualizações recentes que endureceram as exigências contra açúcares, sódio e bebidas contendo adoçantes artificiais.

Como ele é calculado?

O Nutri-Score sintetiza a qualidade global do alimento em uma escala gráfica de cinco cores e letras: do A (verde escuro), indicando a melhor qualidade nutricional, até o E (vermelho), para a menor.

Para evitar que porções reduzidas ou manipuladas mascarem a realidade, o cálculo é sempre padronizado para 100 gramas ou 100 mililitros do produto. A pontuação funciona como uma balança matemática:

  • Pontos desfavoráveis (a limitar): densidade energética (calorias), açúcares simples, gordura saturada e sódio.
  • Pontos favoráveis (a incentivar): quantidade de fibras, proteínas e a porcentagem de ingredientes benéficos (frutas, legumes, verduras, leguminosas e oleaginosas).

O algoritmo subtrai os pontos favoráveis dos desfavoráveis. Quanto menor o saldo numérico final, melhor será a classificação da letra.

A comparação entre diferentes categorias

Um dos maiores erros de interpretação sobre o Nutri-Score é utilizá-lo para contrastar alimentos totalmente desconexos, como comparar um azeite de oliva com um refrigerante zero.

O sistema foi desenhado para orientar escolhas relativas dentro da mesma categoria ou entre opções que disputam a mesma ocasião de consumo. Ele serve para mostrar qual cereal matinal tem menos açúcar refinado entre três marcas disponíveis, ou qual molho de tomate industrializado traz menos sódio e gordura. Ele não define um alimento como "proibido" ou "veneno", mas aponta a melhor alternativa prática dentro daquela prateleira.

A autonomia no prato começa com informação transparente. Iniciativas como o Nutri-Score e o próprio Tá no Rótulo, que decodifica listas de ingredientes e alerta sobre aditivos e ultraprocessados, mostram que clareza é a ferramenta definitiva para fazermos escolhas conscientes e descomplicadas.

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